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  • Dri Photo-Organizer

Um assunto não muito comentado é a Curadoria de Fotos, assunto que deveria acompanhar a produção de nossas fotos.


Os fotógrafos fazem isso como parte do trabalho deles. Dependendo do evento, fotógrafos chegam a tirar cerca de 5000 (cinco mil) fotografias, e dessas ele entregará para o cliente um percentual (previamente combinado entre as partes) que pode chegar a 10%.


Como eles conseguem extrair apenas 500 (quinhentas) fotos de 5000? Eu acredito que é o olhar treinado, além de muito anos de práticas. Fotos de teste, borradas, estouradas, repetidas, sem composição, sem a emoção que ele procura, essas são as categorias de fotos que merecem ser colocadas de escanteio ao fazer a curadoria. O restante, ele vai procurar contar uma história.


Acho importante que devemos passar a olhar as nossas fotos com um olhar mais crítico, fazendo uma curadoria do próprio acervo. Criar o hábito de ver nossas fotos com esse olhar de fotógrafo. Revisitar os nossos registros fotográficos. Eliminar o que não faz sentido.


Penso na curadoria das fotos principalmente quando me encontro selecionando fotos para um álbum, onde a minha intenção é contar uma história, dar um sentido àqueles fragmentos. Esse resultado que eu busco é para, quando visualizar o produto final (no caso, o álbum), que eu (e os outros) possa participar da história, mesmo sem que ninguém esteja ali para contar.



A partir da filtragem já conseguimos perceber o nosso acervo mais significativo, com o que realmente devemos manter, eliminando o excesso. Devemos sempre pensar quantas vezes iremos ver todas as nossas fotos guardadas. Isso já dá mais uma dica de outras fotos que podem ser eliminadas sem comprometer o seu acervo.


A segmentação é a outra parte importante da curadoria de fotos que precisamos ter em mente ao selecionar o que manteremos. A segmentação é criar pequenas linhas de tempo para cada assunto: viagens, festas, eventos, trabalhos, registros no ano, etc. É "contar uma história" com início, meio e fim. É a narrativa, o enredo de suas fotos.


A partir desses dois pontos fundamentais em uma curadoria, passamos a visualizar nosso acervo de fotos com mais enxuto e com significado emocional. Conseguimos partir para os nossos projetos de compartilhar nossas memórias através de álbuns de forma mais natural, pois a pré-seleção já está feita.


Ao seguir para o projeto dos álbuns, só precisamos partir para uma nova curadoria, dessa vez dando ênfase à segmentação, segmentação diferente da anterior, procurando reduzir mais o número de fotos que irão para o álbum. Essa segmentação é importante como a outra, pois ela servirá para a narrativa a ser criada no álbum com as imagens.


É necessário treino de olhar e hábito ao deletar as suas fotos. Isso não vai acontecer com naturalidade de uma hora para outra. Vamos desenvolvendo o nosso olhar crítico ao longo dos nosso processos de curadoria de fotos. O importante é a consistência e a busca pela visão crítica.



Fonte.: Curadoria em Fotografia, da pesquisa à exposição - Éder Chiodetto (http://ederchiodetto.com.br)

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  • Dri Photo-Organizer

Estamos tirando cada vez mais fotos ultimamente, e isso não é nenhuma novidade para quem tem na sua mão um celular disponível com uma câmera com boa resolução.


Tiramos fotos dos nossos momentos mais importantes, mas passamos também a tirar fotos daqueles que não pensaríamos em tirar em outro tempo (comidas, selfies em geral, fotos repetidas, etc) onde o custo filme/revelação era sempre levado em consideração.


A evolução das câmeras digitais é a grande protagonista desse comportamento. Câmeras cada vez melhores, menores e ao alcance de nossas mãos estão disponíveis em um acessório que já faz parte de nosso corpo hoje em dia: o celular. E com ele passamos a tirar mais fotos, sem ao menos perceber. A câmera passou a ser uma extensão de nosso braço.


E quando nos deparamos com o nosso "rolo de câmera" nos assustamos com a quantidade de registros e prints de tela. Ficamos frustrados ao tentar achar uma foto específica e não encontramos. Criamos uma expectativa que vamos resolver essa situação das nossas fotografias, organizando as fotos do celular, mas nada disso acontece.


O dia-a-dia segue o seu fluxo natural e rapidamente somos engolidos pela rotina. E assim a atenção que daríamos àquele rolo de câmera é adiada mais uma vez, e o fluxo de acúmulo de fotos continua.


O rolo de câmera vai crescendo, as fotos se acumulam, os prints continuam a ser tirados e o inevitável acontece: perdemos controle sobre os nosso acervo fotográfico. E junto com isso vão as nossas fotos mais importantes, as do legado familiar, que se perdem nessa produção descontrolada de fotos.


Esse é um comportamento que tem se mostrado mais comum do que imaginamos. Com a capacidade de armazenamento cada vez maior em nossos dispositivos, nuvens com armazenamento ilimitado e backups correndo de forma automatizada, isso tudo nos dá a falsa sensação de que tudo está sob controle. O que não é verdade.


Estamos em uma era com excesso de informação, e não sabemos como lidar com isso ainda. Todos nós passamos por isso em algum momento. Alguns superaram, outros não se incomodam e outros querem sair desse looping.



As fotos se perdem no seu significado. Deixam de assumir aquele lado de boas memórias a serem lembradas, e se tornam um fardo, um acúmulo desnecessário, que muitas vezes não conseguimos lidar com.



Um Photo-Organizer entra nesse momento de resgate de lembranças, memórias, legados. Ele vai criar uma linha do tempo, colocar suas fotos inseridas em uma história, dar vida aos registros novamente. E as suas fotos vão voltar a fazer sentido.


Procure um profissional que possa te ajudar.

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  • Dri Photo-Organizer

Atualizado: 7 de Set de 2020

Quem me acompanha pelas redes sociais, sabe o quanto eu defendo o melhor aproveitamento das fotos tiradas, e que em sua maioria ficam esquecidas no celular ou no computador.

E uma das formas mais tradicionais de dar vida novamente às fotos é através dos nossos conhecidos álbuns. Quem nunca aqui se deliciou com álbuns de fotos que os nosso pais montavam? Eu me lembro que cada vez que eu pegava o álbum para folhear, aquilo parecia algo mágico, como um caixinha cheia de surpresas boas para eu me deliciar. E isso acontecia, e ainda acontece, a cada vez que eu pego o álbum, até mesmo sabendo de cor e salteado quais fotos eu irei encontrar.


Vou apresentar aqui alguns álbuns disponíveis no mercado e que podem se encaixar em seu projeto de dar vida às fotos novamente!



Fotolivro - utiliza papéis mais finos, com abertura de página tradicionais, onde há mais opções de valores mais em conta para colocar o seu projeto de álbum em prática. (imagem Digipix)



Álbuns fotográficos - aqueles com uma qualidade superior de impressão (papel fotográfico), indicados especialmente para aqueles momentos que precisam ser preservados por mais tempo, sem comprometimento da qualidade das fotos. Indicados para casamentos, newborn e celebrações importantes. Possuem acabamentos de papel diversos, normalmente com folhas bem grossas e abertura panorâmica de 180graus. O seu custo é mais alto, por conta de sua qualidade superior. (imagem Digipix)



Álbuns "analógicos" - essa é uma das minhas paixões. São aqueles álbuns, super bem encadernados, com folhas vegetais entre as páginas, onde você com as suas fotos impressas monta as folhas com cantoneiras ou fita adesiva dupla-face acid-free (para não estragar suas fotos no futuro). Seu valor é mais alto pela qualidade do trabalho de encadernação, pela exclusividade e personalização do produto. (imagem MiM Papelaria)



InstaAlbuns - ele lembra aqueles álbuns antigos com folhas autocolantes, mas com uma qualidade superior onde a maior vantagem é a entrega imediata e a flexibilidade que você tem para posicionar e reposicionar as fotos, com suas folhas separadas por um tecido fino que não estraga suas fotos (Não, pessoal! Não é aquele álbum magnético que as folhas colantes e a folhas plásticas, que estragaram muitas fotos por ai com o tempo...) (imagem JK Fotos)



O processo de escolha de álbuns sempre vai refletir um pouco da nossa personalidade, por isso é recomendado que pensemos nos projetos que queremos realizar. Que tal parar e pensar o que queremos colocar no álbum, qual o modelo que irmos escolher, assim como o tipo de montagem, o tipo de diagramação, e por ai vai.. São muitas as opções disponíveis hoje no mercado, para todos os gostos, personalidades e bolsos.


Minha sugestão é que a cada projeto sigamos em uma linha de álbuns. Como assim? Se você gostaria de montar álbuns de suas viagens, indico que escolha um tamanho e mantenha esse tamanho para todos os álbuns de viagem, incluindo outros pequenos detalhes que farão daquele projeto seu e único.


Outro exemplo que dou é o do anuário de seus filhos. Gostaria de ter um álbum de cada ano dele? Que tal escolher um projeto mais personalizado, que pode fazer parte da decoração do quarto dele. Lindos álbuns analógicos, com cores afins, se tornam além de um simples álbum e passam a compor o ambiente escolhido. Ainda existem caixas lindas onde os mesmos podem ser guardados, acompanhando o charme dos álbuns. (imagem MiM Papelaria)




Na montagem, tanto dos álbuns "digitais" como dos "analógicos", podemos brincar com a diagramação deles também. Pode ser um estilo minimalista ou de scrapbook, muito colorido ou dando ênfase nas fotos com cores neutras. Usar cantoneiras coloridas ou sóbrias. A personalidade é sua e assim deve ser o diagramação que você escolher.


Muitos profissionais podem te ajudar nessas escolhas, indicando bons fornecedores, qual a melhor impressão para cada projeto, além da escolha e edição das imagens também, o que agrega muito valor ao seu álbum. Photo-Organizers podem te ajudar a conduzir em todo o processo, desde a sua concepção do projeto, fornecedor, escolha, edição e montagem. Você só precisa receber o seu produto em casa!

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